Hoje te revi em fotos
que havia escondido na gaveta
para que ficassem esquecidas.
Vi seu sorriso e lembrei das nossas risadas
aquelas de fim de tarde, sem motivo.
Em um impulso, passei a mão pelo telefone
mas, confesso, já não me lembro seu número de cor.
E me dei conta de que nós ficamos no passado.
Nós não existimos.
Agora sou só eu, só.
Agora é só você, só.
E aquela fotografia perdida bem no fundo da gaveta
sábado, 21 de novembro de 2009
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